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ASSOCIAÇÃO PARKINSON CARIOCA oferece atendimentos gratuitos

“O sorriso deles é nossa maior gratificação” – Destaca fisioterapeuta da APC

Fundada por servidores públicos e colaboradores a ASSOCIAÇÃO PARKINSON CARIOCA, no Engenho de Dentro, atende gratuitamente aqueles que possuem esta condição crônica, degenerativa, de causa desconhecida e que ainda não tem cura.
– Sabemos que por alguma razão os neurônios que produzem a dopamina, degeneram e morrem. Este neurotransmissor controla e ajusta a transmissão dos comandos para os músculos do corpo, por exemplo. Assim são sintomas clássicos a rigidez dos músculos, alterações posturais e lentidão dos movimentos – explica a Dra. Wilma Costa, fisioterapeuta e presidente da associação.
Com enfermeira, fonoaudióloga, fisioterapeutas e cuidadores, todos voluntários, a APC, localizada no Engenho de Dentro, atende gratuitamente qualquer pessoa. Esta equipe multidisciplinar é mais do que necessária segundo a professora Wilma, pois, além de o Neurologista ministrar a medicação (dopamina sintética), estudos mostram que a combinação do remédio com a fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia e convivência social, garantem melhor qualidade de vida.
– A ‘Doença de Parkinson’ inicialmente começa leve. A pessoa tem dificuldades no caminhar, escrever e tremores, no entanto, vai evoluindo de forma que o paciente fica impossibilitado de andar, falar ou até se alimentar. Mas tenho casos de pessoas que, com os tratamentos, vivem uma vida normal, trabalham e até dirigem – destaca a Doutora em ciências.

“Muitos têm dificuldade em aceitar a doença, mas com a informação compreendem que têm de lutar.”

Oferecendo além do tratamento fisioterapêutico, fonoaudiologia e terapia ocupacional, a prevenção e orientação inicial, inclusive junto à família, é uma das etapas mais importantes na ASSOCIAÇÃO PARKINSON CARIOCA, pois, muitas vezes, o paciente chega assustado com o diagnóstico.
– Nosso papel é fazê-lo entender o que é a doença, como é a convivência com o ‘Parkinson’, os sintomas, o que esperar e a importância de todo o tratamento. O que vai atrasar se ele não fizer a fisioterapia ou não seguir as nossas orientações, por exemplo. Por isso faço palestras para pacientes, cuidadores e famílias. Minha maior felicidade profissional é quando a família entende isso e ajuda no tratamento – conta a enfermeira Nelise Maciel Pinto.
O relacionamento das profissionais com os pacientes cria uma grande família, tanto que a associação promove festas comemorativas, passeios e encontros. Pelo caráter degenerativo da doença, a fisioterapeuta Leila Seabra observa que o paciente com o tempo só perde, porém destaca: “nossa maior gratificação é o carinho que a gente troca, o amor e o sorriso no rosto deles”.
Quanto à importância deste relacionamento, a também Mestra em psicologia, Wilma Costa, conta que muitos têm dificuldade em aceitar a doença. Mas ela lembra que quando o paciente recebe a informação, convive e entende sobre a doença, ele compreende que não tem outra alternativa, senão lutar.
– Tivemos um caso curioso de um paciente que vivia repetindo, ‘Eu não aceito que tenho a doença de Parkinson, não posso estar doente!’, mas ele tomava a medicação, fazia os tratamentos e frequentava a associação, então eu brincava com ele, ‘está bem, pode reclamar, mas continue com o tratamento’. Hoje ele está indo bem e é um dos mais ativos – lembra a Presidente.
Como em todo convívio o aprendizado é mútuo e no caso da acadêmica de fisioterapia Karoline Santana, mais ainda. Descrevendo seu estágio na APC como uma experiência única, a estudante da Universidade São José diz que mudou, “a retribuição e o aprendizado são muito grandes, porque cada um desenvolve o Parkinson de uma maneira. Me sinto diferente vendo o quanto todos dependem de alguém. É um aprendizado para a vida.”

ASSOCIAÇÃO PARKINSON CARIOCA
Centro Municipal de Reabilitação do Engenho de Dentro – Rua Ramiro Magalhães 521, 3º andar – Telefones: 3111- 7342 / 98138-4611 (Prox. UPA)
ATENDIMENTO GRATUITO

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