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Crematório e Cemitério da Penitência faz homenagem às vítimas da Covid e à Ciência pela cura da doença

Crematório e Cemitério da Penitência faz homenagem às vítimas da Covid e à Ciência pela cura da doença

Cardeal do Rio inaugura Chama da Esperança, que é entregue à presidente da Fiocruz

O Dia de Finados começou cedo no Crematório e Cemitério da Penitência (RJ). Às 4h30 da manhã funcionários davam os últimos retoques para receber os visitantes, seguindo medidas de proteção: distanciamento, máscara, álcool 70 e celebrações ao ar livre.

A primeira missa campal do dia foi celebrada às 7h30 da manhã pelo Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro. Dom Orani abriu a celebração com uma mensagem as pessoas que perderam seus entes queridos, especialmente, às famílias vitimadas pela Covid-19 e que não puderam velar seus entes queridos: “Hoje, fazemos uma oração pelos que se foram, mas também uma celebração de esperança representada pela pira com a Chama da Esperança que servirá como uma luz para que pesquisadores da Fiocruz cheguem a vacina contra o novo coronavírus. Sabemos que a vida não termina para sempre. Seus corpos partiram, mas a vida continua para a eternidade”. Dom Orani também lembrou dos profissionais de saúde que se foram vítimas da Covid e pediu orações por médicos, enfermeiros e demais profissionais que atuam na área de frente nesse momento de pandemia.

Após a missa, o Cardeal Orani plantou uma muda de jequitibá-açu (Cariniana ianerensis) no Jardim in Memoriam. Árvore-símbolo do Rio de Janeiro, a espécie está em extinção e representa a perpetuidade e a evolução da vida. “Nesse momento pedimos a Deus que continue nos conduzindo com esperança e confiança”, disse Dom Orani. A ação, sugerida pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é uma referência a importância da preservação ao meio ambiente e contra as queimadas no país. Em seguida, o arcebispo do Rio inaugurou o primeiro columbário ao ar livre do Rio e segundo do Brasil. Ele ouviu da criadora da obra DNA Humano, a arquiteta Crisa Santos, uma explicação sobre o espaço, que é um convite à reflexão e conexão com os entes que partiram. O monumento batizado por Dom Orani tem 30 metros de extensão e está instalado numa área verde de mil metros quadrados. O columbário-jardim é formado por 157 estruturas tubulares de três a seis metros de altura que desembocam num espelho d’água, de onde sai um banco de concreto, dando o efeito de continuidade ao monumento. A arquiteta se inspirou na sequência de Fibonacci, o mais talentoso matemático ocidental da Idade Média, para desenvolver o projeto.

Crematório e Cemitério da Penitência faz homenagem às vítimas da Covid e à Ciência pela cura da doença

Outro simbolismo de conexão entre os vivos e os que já se foram foi a revoada de 200 balões, promovida pela campanha de apoio a pessoas enlutadas do Crematório e Cemitério da Penitência, o projeto A Vida Não Para. A ação foi comandada pelos coordenadores do projeto, a assistente social Márcia Torres e o psicólogo Paulo Victor. “Ao soltar os balões, pense em que se foi. Faça uma homenagem ao ente querido e lembre-se dos momentos felizes que viveram. Soltem os balões, cada um no seu tempo”, disse Márcia, que fixou aos 200 balões as mensagens recebidas dos internautas nas redes sociais pelas Cemitério.

Na missa das 11 horas, celebrada pelo Padre Pedro Paulo, uma vela foi acesa na pira Chama da Esperança e entregue para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. O religioso destacou que a pira representa a luz divina para que a descubra a cura para a Covid-19. A presidente da Fiocruz agradeceu a confiança na instituição. “A Fiocruz levará essa chama para nos acompanhar para simbolizar o trabalho da Ciência, o trabalho do Sistema Único de Saúde”, finalizou Nisia. A célula da Chama da Esperança seguiu para a Fiocruz em um lampião de vidro e, assim como a pira do Cemitério, ficará acesa até a descoberta oficial de uma vacina contra a Covid 19. A chama simbólica será entregue ao conselho diretivo da entidade.

Live

Todas as atividades do dia foram transmitidas pelas redes sociais do Crematório e Cemitério da Penitência. Apenas a live com o escritor e poeta Fabrício Carpinejar foi restrita a transmissão pelo Instagram do cemitério. Ele que falou sobre memórias, luto, sentido da vida e saudade, ressaltou que é preciso valorizar os encontros na vida. “As amizades iluminam as nossas memórias”, disse. Para ele, a maior lição da vida “é que não é preciso ver para amar”. Carpinejar ressaltou que o choro de quem partiu é “o choro do agradecimento”. Durante a live, foi apresentado o vídeo Iluminando Memórias – A Maior Homenagem de Velas do Mundo, com texto e narração do poeta Allan Dias Castro. O projeto foi idealizado pelo Grupo Cortel, administradora de nove cemitério no Brasil, entre eles, o da Penitência, no Rio de Janeiro, comandou o movimento que convidada as pessoas a acenderam velas pela memória de quem se foi. Só nos cemitérios da Cortel, 50 mil velas foram acessas nos 30 dias que antecederam a Finados.

O dia de celebração foi encerrado com uma missa campal comandada pelo Padre Pedro Paulo às 15 horas. Cerca de duas mil pessoas visitaram o Crematório e Cemitério da Penitência no dia de hoje – 90% a menos do que o dia de finados no ano passado. Esse ano, o horário de visitação no local também foi reduzido em uma hora por conta da pandemia. A administração do cemitério tomou medidas restritivas para evitar o contágio pelo novo coronavírus: “Todas as nossas missas foram realizadas ao ar livre. Além disso, colocamos diversos dispensers de álcool 70, nos preocupamos com a medição de temperatura na entrada e pedimos distanciamento social e obrigatoriedade do uso de máscara. Quem optou por não visitar o cemitério esse ano, a opção foi acompanhar todas as nossas atividades através das nossas redes sociais”, reforça o superintendente do Crematório e Cemitério da Penitência, Alberto Brenner Júnior.

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