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Eleições 2020: Quem vai ser o novo prefeito para salvar o Rio de Janeiro?

Jogo dos erros...da Prefeitura do Rio. Buraco na calçada, alagado, ciclista na contra-mão e carro com porta aberta no meio do trânsito para passageiro sair.

Cidadãos opinam o que o novo prefeito deve fazer para tirar a cidade do caos em que se encontra

“A cidade está largada às traças. abandonada e maquiada”, a análise da professora de nível superior Carmem Pereira parece ser compartilhada por milhares de cariocas. Com problemas ou mesmo sem funcionamento algum, órgãos de saúde estão sucateados, pistas e ruas esburacadas, escolas municipais abandonadas e sem manutenção, praças e parques destruídos e o carioca desolado. Assim ouvimos alguns eleitores para saber o que o novo prefeito pode e deve fazer. Como é da linha editorial do RIO NOTÍCIAS, há mais de 20 anos, primamos por defender o Rio de Janeiro e dar voz ao cidadão, desta forma decidimos manter nas declarações dos entrevistados nomes de candidatos, ex-governantes, suas críticas e elogios, para você eleitor tirar suas conclusões.

O caso do administrador de empresas Marco Corrado é especial. Além de cidadão, ele é empresário e diretor de clube, portanto anseia por um novo prefeito que conheça o Rio e vivencia situações que beiram o caótico diariamente, como ele mesmo define.

– Eu vejo e através de meus funcionários que os problemas do transporte público e da saúde do Rio nunca foram tão grandes como agora. Durante mais de trinta anos, com exceção de Eduardo Paes, Prefeitos e Governadores abandonaram a cidade e aproveitaram para ganhar! Basta ver quantos estão presos e outros relegados ao esquecimento querendo voltar. É triste – lamenta o empresário.

“É muito importante combater a epidemia de ansiedade e depressão devido o Covid 19, foram meses de medo”- Marco Corrado

Corrado vê a população sofrendo assaltos e violência em ônibus e BRT´s, sobretudo contra as mulheres. Ele denuncia a falta de ônibus, e, os que circulam, depredados, “as pessoas esperam horas por uma condução lotada e sabemos que na gestão do Eduardo Paes não era assim. Ele moralizou o transporte do Rio e o Crivella acabou com tudo”. Corrado vê os clubes sociais como um espaço único e seguro para as famílias, “o Paes sempre se preocupou em levar projetos para as associações. Ele é conhecido como o prefeito dos clubes”. O empresário conclui preocupado com a área de saúde da cidade e sugerindo melhorias para o novo prefeito.

– É URGENTE Recuperar as Clínicas da Família e as UPAs, que estão abandonadas, recontratar  médicos e  profissionais de Saúde em geral, além de   reduzir a longa fila do SISREG, ou seja, acertar tudo o que o atual prefeito Crivella não fez. E é muito importante a criação de um núcleo para combater a epidemia de ansiedade e depressão devido o Covid19, foram meses de incertezas e o medo que dominou a todos. Precisamos de boa gestão, de muito trabalho e acima de tudo, amor à cidade – enfatiza Marco Antônio  Corrado, empresário 42 anos, administrador de empresas.

A insatisfação com a atual administração é quase unânime e a professora Carmem Pereira não foge a regra. Ela crê que o novo prefeito deve estar em um partido que tenha programas para resolver políticas públicas que atendam a população, principalmente a mais carente e deem realmente soluções aos problemas. A professora enfatiza que o Rio de Janeiro sofre no transporte coletivo e não tem saúde pública decente.

– Por isso o meu voto é para Benedita da silva. Ela tem condições de consertar a cidade que está abandonada há quatro anos e maquiada há oito anos e de dar novos rumos a cidade que está largada às traças. A plataforma dela é viável, ela não está fazendo promessas mirabolantes e está com propostas de contemplar a população mais pobre. Outra questão importante são as OS’s que dão péssimas condições de trabalho e pagam péssimos salários. Chega de promessas de pessoas que acham que vão chegar e salvar a cidade. Não existe milagre. O Bispo foi eleito assim e veja como as coisas estão – aponta Carmem Pereira, professora Universitária e Diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio.

“Se queremos chegar a algum lugar temos que começar um projeto de controle da natalidade. É fundamental” – Luis Eduardo Dias

Um sentimento que parece estar presente na maioria dos eleitores é o desânimo com a política, “aos amigos digo que joguei a toalha”, revela o advogado Luis Eduardo. Ele diz não ver luz no fim do túnel e com escritório no Centro da cidade conta testemunhar diariamente centenas de pessoas pelo chão, no Largo da Carioca e na escadaria do metrô, a espera de quentinhas distribuídas por padres e muitas outras comendo pelo chão como bichos.

– É uma cena muito triste que retrata a miséria pela qual passamos. A situação é muito grave, nunca vimos nada parecido. Chegamos ao fundo do poço. Me tocou e preocupa pois retrocedemos, e muito, como sociedade. O novo prefeito vai ter muito trabalho, terá que atacar várias frentes, mas o pior é que não vejo nossa economia com poder de recuperação. O dinheiro sumiu! E se queremos chegar a algum lugar, temos que começar, para ontem, com um projeto de controle da natalidade. É fundamental. Todavia é um assunto que não vejo na plataforma de nenhum dos postulantes ao cargo de prefeito. Isso refletirá com certeza em habitação, saúde e educação. A cidade lotou ! – constata Luis Eduardo Alves Dias, advogado, 61 anos.

“Não basta só seriedade e compromisso do novo prefeito com o cargo que lhe foi confiado, mas também respeito e boa administração da verba pública”  – Márcio Daher

Porém para outros a esperança ainda existe. Acreditando que talvez o sonho de todo carioca seja o de ter na Prefeitura alguém que se preocupe com cada bairro e veja suas necessidades, a terapeuta Heidi Rodrigues entende que o novo prefeito deva discutir as possibilidades com moradores e estes possam se sentir parte de todo o processo de melhoria.

– Ao andarmos por nossa Cidade vemos muitos pontos de comércio fechados e imóveis a venda ou para aluguel. Como incentivar novos empreendimentos? Como devolver esperança aos cariocas que todos os dias se veem com problemas no transporte, limpeza urbana, saúde e a maior delas todas: a segurança. Vamos torcer por alguém que olhe por nós! – sonha Heidi Rodrigues, 52, terapeuta floral.

E por falar em esperança, tratar todos por igual, buscar o melhor para o os cariocas é o que acredita ser fundamental para o novo prefeito na opinião do advogado Marcio. Para ele o maior desafio a ser enfrentado será o de efetivamente conseguir fazer o bem, a todos e não só ao grupo, que o elegeu.

– Um outro grande desafio será o de se manter alinhado com o atual governo federal que, claramente demonstra e comprova estar bem intencionado. Para melhorar não basta só seriedade e compromisso com o cargo que lhe foi conferido e confiado, como também respeito e boa administração da verba pública  – analisa Márcio Daher de Oliveira, 46, advogado

Clip Pedro Mahal

Clip Caio Batalha

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